BCP afirma estar pronto para financiar agricultores

Nuno Amado, presidente do BCP, considerou esta manhã, na conferência Cultivar o Futuro – Jornadas de Empreendedorismo Agrícola, que o setor agrícola é muito importante e que acredita que poderá incentivar a economia portuguesa. No entanto, não sendo especialista no setor agrícola, prefere falar do papel da banca e das formas que tem para apoiar o desenvolvimento desse setor, adiantando que a banca está agora preparada para financiar a agricultura.

Considerando “clara” a retoma económica do país, Nuno Amado acredita que “o nosso défice está a convergir para níveis sustentáveis. E a banca também está melhor preparada do que há uns anos”. O presidente do Millennium BCP afirma que a banca pode agora estar ao serviço do desenvolvimento da agricultura de “forma mais clara”, garante.

Nuno Amado está certo que “a melhor forma de medir um indicador da nossa tendência de melhoria como país é analisarmos os preços que os bancos e Portugal consegue emitir no mercado internacional”. Acrescenta que os bancos estão disponíveis para analisar os projetos apresentados.

O presidente do BCP sublinha que as taxas estão a descer e portanto “há empréstimos a empresas que estão a 6% mas outras estão a 3%”.

Explica que a prioridade do BCP é neste momento o setor produtivo: “o setor primário tem grande potencial de desenvolvimento”. E lembra que o banco do qual é presidente ainda é aquele que” mais crédito dá às empresas”, com uma quota de mercado “que andará entre os 15 e os 16%”, de crédito ao setor agrícola mas pretende atingir os 20% em dois anos.

Defensor de explorações de maior dimensão diz que “há espaço para o artesanato mas também tem de haver espaço para a indústria”, considerando, no entanto, a necessidade de existência de “mais capitais próprios para apoiar esta estrutura”

“Estamos preparados para vos financiar mas era bom que os projetos tivessem uma estrutura adequada. Os nosso financiamento têm de ter um prazo e um perfil adequado ao vosso ciclo de investimento e de exploração, e isso vamos fazer” diz, referindo que esta é a visão da banca para o setor.

O setor agrícola é um dos que podem garantir a sustentabilidade do país mas “há muito a fazer”, conclui.