Cerfundão quer cerejas a conquistar o mundo



NO DIA em que visitámos o armazém da Cerfundão, a calma reinava nas instalações. As máquinas estão paradas, imaculadamente limpas, e milhares de caixas de plástico amarelo aguardavam a chegada de maio, altura em que as cerejas colhidas nos pomares da região são aqui entregues. Pedro Catalão é o diretor comercial da empresa: conta-nos que, no pico da colheita, chegam a entrar neste armazém mais de 25 toneladas de cereja por dia.
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Há uma história de amor com aveleiras


Imagine um arbusto que parece uma árvore. Para que não existam muitas avelãs ocas ou com um fruto mirrado, devem ser plantadas aveleiras polinizadoras entre as filas dos pomares. Anita Cabral de Almeida cruzou a espécie autóctone, a Grada de Viseu, com a Gunslebert, Negreta e Segorbe. Esperou pelos bons ventos de Viseu, as grandes amplitudes térmicas. Resultado: os quase oito hectares de aveleiras estão a rebentar aos primeiros raios de sol de uma primavera que tarda em fazer-se sentir. A seguir, lentamente, as bolinhas castanhas vão crescendo até à altura da colheita, fim de setembro ou início de outubro.

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A nova vida de uma consagrada quinta minhota



Já antes de 1143 existia Refoios, uma freguesia de Ponte de Lima mais antiga que Portugal. Lá, em 1710, foi criada a Quinta do Ameal. Hoje pertence aos ex-proprietários da marca de vinho do Porto Ramos Pinto. Eles têm um objetivo:fazer crescer uma marca que coloque Portugal no mapa internacional dos vinhos. Loureiros sofisticados ou – surpresa absoluta – vinhos de sobremesa cotadíssimos. Em cima disto, enoturismo de luxo. É na região do Minho, como se fosse num bom château de Bordéus.

A vitória dos antioxidantes e a bandeira da Delícias do Tojal



Cabem numa mão as framboesas. De repente esta raridade silvestre começou a aparecer Em pequenas caixas a peso de ouro por todo o lado no verão. Mas não apenas estas: as amoras. Os mirtilos. Mais raro ainda – as groselhas. Produzidas ao ar livre,  sob o sol e a chuva do Minho. Acompanhada de kiwis. A Delícias do Tojal tem um nome que diz tudo.

Universidade próxima dos empresários agrícolas

O reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, António Fontainhas Fernandes, para além da aproximação do mundo académico ao empresarial, alerta também para a desertificação do interior e para o estudo das mudanças climáticas como matérias que terão de se levar em conta na estratégia de relançamento da agricultura portuguesa